50 anos | Missão Tripulada Apollo 14

A quarta sessão, a 05 de Fevereiro, às 18:00, precisamente 50 anos após a terceira alunagem, não conseguindo enfrentar os desafios impostos pela pandemia COVID'19, não se realizou no seu formato habitual.

No Planetário do Porto – CCV, foi criado um módulo expositivo sobre Meteoritos (conhecer aqui), onde será possível ler sobre a Grande Bertha e conhecer e tocar num fragmento de um meteorito proveniente do solo lunar. Não deixe de vir conhecer mais sobre estes corpos, que na sua maioria permaneceram inalterados desde o início da formação dos astros do Sistema Solar.

50 anos depois de a Humanidade ter saído do seu berço, ainda faltarão alguns para que volte a aventurar-se por outras paragens. A celebração do cinquentenário da chegada da Humanidade ao mais próximo astro do nosso Sistema Solar, levanta-nos ainda muitas questões sobre as nossas aspirações, sonhos e o modo como olhamos para nós e para o nosso planeta, simultaneamente, berço e casa.

 


Apollo 14 – Lançamento 31 de janeiro, 1971, 21h03min02s UTC | Alunagem 5 Fevereiro, 1971, 9h48m11s UTC (+1h Lisboa), local: Fra Mauro | Amaragem 9 de fevereiro, 1971,
21h05min00s UTC
Alan Shepard e Edgar Mitchell (com Stuart Roosa em órbita lunar)

2 atividades extraveiculares com 4h47m50s + 4h34m41s de duração, recolhendo 42,80 kg de amostras

Missão: Lançamento 31 Jan. 21h03min02s UTC (+1h Lisboa) – 9 Fev. 1971 21h05min00s UTC (+1h Lisboa): 9dias, 0h e 2m


 

Na Apollo 14, foram recolhidos 43 quilogramas de rochas lunares com destino à Terra. A maioria eram brechas, que são rochas compostas de fragmentos de outras rochas mais antigas. As brechas formara-se quando o calor e pressão de impactos de meteoritos fundem juntos pequenos fragmentos de rochas. Foram apanhados alguns basaltos na forma de clastos (fragmentos) presos junto com a brecha. Os basaltos da Apollo 14 são de forma geral mais ricos em alumínio e algumas vezes mais ricos em potássio do que outros basaltos lunares. A maioria dos basaltos coletados em mares lunares durante o Programa Apollo se formaram aproximadamente entre três e 3,8 bilhões de anos atrás. Os basaltos da Apollo 14 se formaram entre quatro e 4,3 bilhões de anos atrás, mais antigos que o vulcanismo que se sabe que ocorreu nos locais de mare visitados pelas missões tripuladas.

Em particular, um fragmento que veio a ser conhecido como Grande Bertha revelaram que ela possui características que tornam provável que seja um meteorito terrestre. Granito e quartzo tiveram suas existências confirmadas na amostra; ambos são comuns na Terra, porém muito raros na Lua. Uma equipe de pesquisa da Universidade Curtin, na Austrália, analisou pedaços de zirconita embutidos na sua estrutura com o objetivo de determinar sua idade. O investigador Alexander Nemchin afirmou que "fomos capazes de identificar a idade da rocha hospedeira em cerca de quatro mil milhões de anos de idade ao determinarmos a idade da zirconita encontrada na amostra, sendo bastante semelhante às rochas mais antigas da Terra", também comentou que "a química da zirconita nesta amostra é muito diferente daquela de todos os outros grãos de zirconita já analisados em amostras lunares, sendo notavelmente similar às zirconitas encontradas na Terra". O que parece caraterizar a Grande Bertha como o primeiro meteorito terrestre já descoberto, bem como a rocha da Terra mais antiga conhecida.

 

No Planetário do Porto – CCV, foi criado um módulo expositivo sobre Meteoritos (conhecer aqui), onde será possível ler sobre a Grande Bertha e conhecer e tocar num fragmento de um meteorito proveniente do solo lunar. Não deixe de visitar.

 


>  Consultar programação completa (e em atualização) do ciclo em: www.planetario.up.pt/50AnosApollo


 

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DETALHES
Local: Casa Comum, Reitoria da Universidade do Porto – Praça de Gomes Teixeira, 4099-002 Porto

Dia: 2021-02-05
Hora de Inicio: 18:00
Hora de Fim: 19:00

Evento gratuito
Adicionar à minha agenda 2021-02-05 18:00 2021-02-05 19:00 Europe/Lisbon 50 anos | Missão Tripulada Apollo 14

A quarta sessão, a 05 de Fevereiro, às 18:00, precisamente 50 anos após a terceira alunagem, não conseguindo enfrentar os desafios impostos pela pandemia COVID'19, não se realizou no seu formato habitual.

No Planetário do Porto – CCV, foi criado um módulo expositivo sobre Meteoritos (conhecer aqui), onde será possível ler sobre a Grande Bertha e conhecer e tocar num fragmento de um meteorito proveniente do solo lunar. Não deixe de vir conhecer mais sobre estes corpos, que na sua maioria permaneceram inalterados desde o início da formação dos astros do Sistema Solar.

Casa Comum, Reitoria da Universidade do Porto – Praça de Gomes Teixeira, 4099-002 Porto 1440 Planetário do Porto - Centro Ciência Viva